Pedidos de Seguro-Desemprego no Ceará apresentam desaceleração
16/09/2020

De acordo com o painel de informações do Seguro-Desemprego, no Ministério da Economia, entre janeiro e agosto deste ano, no Ceará, o número de requerimentos para acessar o benefício foi de 147.559 pedidos, registrando um percentual de 3,7% a mais do que no mesmo período de 2019, onde foram contabilizadas 142.230 requisições. Os dados, no entanto, apontam para um processo gradual de desaceleração a partir do mês de julho, onde foram contabilizados 14.446 pedidos, demonstrando um percentual de 26,4% abaixo dos 19.649 registrados no mesmo mês, em 2019. Em números absolutos, a diferença entre os meses de agosto em 2019/2020 foi de 5.203 pedidos. 

Criado para prover assistência financeira temporária ao trabalhador desempregado involuntariamente, as adesões ao benefício no estado começaram a subir em abril, após o início das medidas de isolamento social e fechamento do comércio nas cidades. O pico dos pedidos foi observado em maio, com 32.935 requerimentos, refletindo o impacto da pandemia de Covid-19 na economia do estado. Em termos de Brasil, o acumulado no período chegou a 4.985.057, representando 7,5% a mais do que no mesmo intervalo em 2019.

No recorte por área da economia, os setores que tiveram a maior incidência de pedidos de seguro-desemprego nesse período foram serviços (45,3%), comércio (27,1%), indústria (17,1%), construção civil (8,89%), seguido pelo setor da agropecuária, com uma participação de 2,6% do total. Analisadas por gênero, 62,67% das requisições do benefício foram feitas por trabalhadores do sexo masculino, e 37,33% pelo sexo feminino. A faixa etária predominante entre os requerentes varia entre 30 a 39 anos. 

Para Neto Oliveira, coordenador do Seguro-Desemprego do IDT/SINE, “o arrefecimento do volume de requerimentos, nos últimos meses, provém da retomada gradativa das atividades econômicas no Estado, num cenário que inclui a reativação de ofertas de emprego”.  

SD Web
O censo disponibilizado pela ferramenta de dados do Ministério da Economia demonstra ainda uma elevação dos acessos às plataformas digitais para requerer o seguro durante a pandemia. De acordo com as informações, em abril deste ano, mês que marca o pico dos pedidos de habilitação ao seguro, 97,5% dos pedidos foram realizados pelo site do governo federal, por meio da Carteira de Trabalho Digital ou ainda, pelos dos canais de atendimento virtual autorizados pela secretaria do trabalho e disponibilizados pela Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Trabalho (SEDET), através do IDT/SINE, para os requerentes. Esses números, entretanto, vêm demonstrando uma estabilidade com relação à modalidade convencional, na medida em que os serviços presenciais são gradativamente retomados nos postos de atendimento.