A economia cearense segue gerando mais empregos formais em novembro/2019

Por: Por Mardônio Costa
20/12/2019

Pelo quinto mês seguido, a economia do estado do Ceará apresenta saldo positivo na geração de empregos com registro em carteira em novembro de 2019, uma vez que o número de trabalhadores contratados ultrapassou o de demitidos, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) do Ministério da Economia. Foram 4.860 novos empregos com carteira assinada no estado, resultante de 32.262 admissões e de 27.402 desligamentos, o maior número de empregos gerados em novembro nos últimos cinco anos, sendo duas vezes maior que o de novembro de 2018 (2.249 ocupações), propiciando um estoque total de 1.163.358 empregos formais no referido mês, o correspondente a 18,1% do estoque da região Nordeste (6,4 milhões de empregos).

Dos 4.860 empregos criados no Ceará, 3.859 localizaram-se na região metropolitana de Fortaleza (RMF) e 3.188 em Fortaleza, o que significa dizer que a RMF ficou com 79,4% dos empregos gerados no estado no mês de novembro desse ano e, Fortaleza, com 65,6%. 

No paralelo com os estados da região Nordeste, no mês em análise, o Ceará deteve o maior número de empregos gerados, ocupando a primeira posição no ranking regional, seguido pelos estados da Bahia (3.958 empregos) e de Pernambuco (3.194). Nessa conjuntura, o estado do Ceará se apropriou de ¼ dos 19.824 empregos criados no Nordeste em novembro de 2019.

No acumulado do ano até novembro, o estado ocupou a quarta colocação, com 13.564 novos postos de trabalho (12,1% do saldo nordestino), até porque só gerou 47,6% do quantitativo do mesmo período de 2018 (28.506), sinalizando a lenta recuperação do emprego formal no estado frente ao ano anterior, o que é retratado no Gráfico 1.


Retomando a análise mensal, o saldo positivo repercutiu resultados muito distintos. Cresceu o nível de emprego no comércio (mais 2.989 empregos), nos serviços (2.010) e, em menor medida, na construção civil (370), administração pública (34), serviços industriais de utilidade pública (30) e na indústria extrativa mineral (19), enquanto declinou na agropecuária (-441) e na indústria de transformação (-151), por conseguinte, houve expansão do emprego em seis dos oito ramos pesquisados, demonstrado que, no momento, a expansão do emprego estadual se mostra disseminada por quase toda a economia.  

Enquanto a performance do setor de serviços foi muito influenciada pelos números dos serviços de alojamento, alimentação e reparação (813), serviços médicos, odontológicos e veterinários (772) e comércio e administração de imóveis e valores mobiliários (677), a diminuição do emprego na indústria de transformação decorreu notoriamente da retração do emprego ocorrida na indústria têxtil do vestuário e artefatos de tecidos que eliminou 626 vagas. 

Conforme já observado em meses anteriores, de janeiro a novembro de 2019, a dinâmica do emprego formal cearense se mostrou muito dependente da evolução do emprego no setor de serviços, que gerou 12,8 mil novas vagas no período, ou seja, nada menos do que 94,4% das novas oportunidades de trabalho. Enquanto o comércio (1.015 vagas) e a agropecuária (1.017) acusaram avanço do emprego com carteira assinada, encolheu o emprego na construção civil (-2.325), para citar os casos mais relevantes.  

Por fim, no que concerne à modalidade de contratação, foram 2.077 novos empregos na modalidade intermitente e 3.543 em regime de tempo parcial gerados nos primeiros onze meses do ano, o que representou 43,4% dos empregos com registro em carteira gerados no mercado de trabalho cearense no citado período, o que significa dizer que de cada dez empregos gerados no estado quatro eram intermitentes ou em regime de tempo parcial.